"Eu estou aqui para confundir, e não para explicar!" (Chacrinha)
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sexta-feira, 22 de março de 2013

21 - BONDE DO ROLÊ - CAETANO VELOSO - ROBERTINHO DO RECIFE - FRANCIS LINEL

21 de Março de 2013.

Bonde do Rolê
 Bonde do Rolê (formação original)


Caetano Veloso

 Robertinho do Recife


Francis Linel




 1 ANO DE CAFONÁLIA E O FUNK EXPORTAÇÃO DE CURITIBA

21 DE MARÇO



Depois de um ano rodando o Brasil e alguns países em busca do melhor da fina  cafonice, o CAFONÁLIA volta pra Curitiba pra comemorar seu primeiro aniversário em casa. E quem diria que o funk carioca ganharia o mundo na versão curitibana da coisa! Pois é, a galera do BONDE DO ROLÊ, de Curitiba, mostrou a língua pra caretice e mergulhou de cabeça no funk, misturando com rock e outros ritmos e ... deu no que deu, ou seja, sucesso!! Parece incrível, mas nossa fria cidade se destacou justamente com o ritmo quente do funk, parindo aquilo que vamos chamar aqui de "FUNK EXPORTAÇÃO", já que eles viraram sensação pelo mundo com suas divertidas canções. O grupo regravou com CAETANO VELOSO uma música gravada nos anos 80 por ROBERTINHO DO RECIFE; veremos aqui as duas versões. E pra finalizar com chave de ouro este post de aniversário vamos conferir o francês FRANCIS LINEL com uma deliciosa homenagem a Curitiba. Voilà!!   





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"OFFICE BOY" - BONDE DO ROLÊ

O grupo surgiu em 2005, em Curitiba, tendo em sua formação original Rodrigo Gorky, Pedro D'Eyrot e Marina Vello. Após disponibilizar algumas músicas no MySpace, logo foram descobertos pelo público, imprensa e produtores nacionais e estrageiros. Neste vídeo vamos conferir os curitibanos arrasando em Londres com Office Boy.

Bonde do Rolê



"SOLTA O FRANGO" - BONDE DO ROLÊ

Em 2006 lançaram um CD promo e um vinil pelo selo Mad Decent, do DJ americano Diplo; foi a senha para a carreira internacional. As letras, digamos, picantes pagam tributo à matriz carioca, mas não postarei aqui as mais "cabeludas" para não perder minha fama de "cafona". Vamos ver agora o clip da "comportadinha" Solta o Frango.


Bonde do Rolê




"KILO" - BONDE DO ROLÊ

A repercussão do disco nos Estados Unidos não poderia ser melhor. A Rolling Stone americana escolheu o trio como uma das dez bandas do mundo inteiro para se ligar, e o grupo ainda recebeu elogios do New York Times. E o Bonde ainda se apresentou em várias cidades da Europa. Mas em 2007 a vocalista Marina deixa a banda. Vamos então confeir mais um clip, agora com a nova cantora: Laura Taylor.   


Bonde do Rolê


"BABY DON'T DENY IT" - BONDE DO ROLÊ E CAETANO VELOSO

E não é que o Caetano já está de volta neste blog!! Fazer o quê, o homem só anda bem acompanhado! O cantor baiano topou dividir os vocais de uma música de sua própria autoria em parceria com Robertinho do Recife, que a gravou nos anos 80 (originalmente batizada como "Baby Doll de Nylon"). Vamos ver como ficou...


Bonde do Rolê


"BABY DOLL DE NYLON" - ROBERTINHO DO RECIFE

Aclamado nos anos 80 como o "melhor guitarrista do Brasil", Robertinho gravou vários discos, e em um deles esta pérola composta por ele e por Caetano. A música lembra muito  alguns ritmos populares como a guitarrada do Pará e a música brega dos anos 70. A melodia e a letra são contagiantes! O vídeo é uma montagem disponibilizada no YouTube, que não é de minha autoria, mas que ficou ótima. Aliás os dois astros do pop/rock mundial mostram nesse vídeo que também entendem de uma fuleiragem, com todo o respeito!! Lógico que aprovei!!



Robertinho do Recife


" MONSIEUR LE CONSUL A CURITYBA" - FRANCIS LINEL


E pra finalizar a postagem uma bela homenagem à nossa cidade feita pelo francês Francis Linel em 1969. A letra é pérola das pérolas! E a simpatia do cantor é um show à parte. E o que são essas baianas curitibanas?! Trés chic!!

Francis Linel




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Finalmente chegamos ao nosso primeiro aniversário, com 21 postagens, muita música boa e muita dicussão sobre os limites entre o "bom gosto" e o mau gosto". É claro que pra mim não existe limite nenhum, mas gosto de investigar esses limites impostos pela distinção social. Olha o funk, por exemplo; não é cafona, porque não é antigo e nem ultrapassado para isso. Tampouco não é brega; falta romantismo pra isso. Mas cai naquilo que poderiam chamar de marginal, ou maldito, assim como o foi o samba, o tango, o jazz, e até mesmo o rock em seus primórdios. E isso nos interessa! Mas nesta postagem já vemos que a coisa começa a mudar, com o funk penetrando na classe média e no reduto da MPB.
 Estivemos em várias regiões do país e em alguns outros países; escutamos os mais diversos cantores, aclamados, desprezados, conhecidos e desconhecidos. Aproveitamos pra lembrar que o objetivo é sempre a diversão, o respeito, a divulgação de nossos "valores cafonas" e, claro, a tietagem aos artistas citados. E nunca é demais lembrar que preconceito musical é puro esnobismo!!


Abraços Cafônicos,
 um viva ao Cafonália
e a todos os cafonas do mundo. 
iuhuuu!!!!!      


Kid Cafona
 


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

20 - VICENTE CELESTINO - CAETANO VELOSO - MARISA MONTE - MARLENE DIETRICH

24 de fevereiro de 2013.


Vicente Celestino


Caetano Veloso
  
Marisa Monte
 
Marlene Dietrich
 
 

 
 
A VOZ ORGULHO DO BRASIL
 
 
 
 Era assim que VICENTE CELESTINO era chamado no país. 
Antonio Vicente Filipe Celestino nasceu no Rio de Janeiro em 12/09/1894,
e faleceu em São Paulo, em 23/08/1968. Nasceu no bairro de Santa Teresa,
filho de imigrantes italianos. Estreou profissionalmente no Teatro de Revista 
São José, em 1914, com a valsa "Flor do Mal", e gravou seu primeiro disco em 1916.
 Em 1920 montou sua própria companhia de operetas. Sempre foi muito
popular, e com tamanha popularidade acabou sendo visto como um cantor de mau
 gosto pela gente fina, elegante e "sincera", principalmente durante os anos 50 e 60.
Em 1968, CAETANO VELOSO, no contexto da Tropicália, regrava "Coração Materno",
em uma de suas primeiras provocações. Muitos outros cantores também 
gravaram suas músicas, inclusive MARISA MONTE, que, assim como Caetano,
caprichou nos arranjos.  Foi gravado até pela alemã MARLENE DIETRICH
Enfim, com Vicente Celestino vemos que essa querela entre brega e chic no
 Brasil já é antiga.  
 
 
 
 
 
 
 
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O ÉBRIO  -  VICENTE CELESTINO
 
 
Com letra do próprio Celestino, esta se tornou sua canção mais famosa,
transformada em filme em 1946, dirigido por sua esposa, Gilda de Abreu.
Foi um tremendo sucesso de bilheteria.
Abaixo, a cena onde ele interpreta a canção título.

  
Vicente Celestino
 
 
CORAÇÃO MATERNO I  -  VICENTE CELESTINO
 
Canção também composta por Celestino, e também transformada em
filme em 1951. A primeira gravação (que não é esta) é de 1937. Segundo
o próprio compositor, é baseada numa lenda árabe de mais de cinco
séculos.
 
Vicente Celestino
 
 
CORAÇÃO MATERNO II - CAETANO VELOSO
 
Esta gravação de Caetano (S. Amaro da Purificação-Bahia, 07/08/42) marcou época.
Uma das características da Tropicália era juntar estilos diferentes. Erudito e popular.
Cult e cafona. MPB e rock. A "cafona" Coração Materno ganhou arranjo
sofisticado de Rogério Duprat e se habilitou para agradar um público que antes a
desprezava. Reparem na dramaticidade da canção (daí pra cafona
 foi um pulinho) e na sua beleza! E olha só o que o mano Caetano disse:
 
"Muita gente me acusa de falta de critérios quando defendo esse ou aquele tipo
de música, de defender o vale-tudo. Mas o que eu busco é complexificar os
critérios críticos. Era essa complexidade que eu buscava em todas
as vezes que provoquei o bom gosto dominante,
 de Vicente Celestino ao Tapinha".
 
Caetano Veloso
 
 
 
ONTEM AO LUAR  I  -  VICENTE CELESTINO
 
Esta versão é de 1952, mas Celestino a gravou originalmente em 1917. A composição
é de Catulo da Paixão Cearense e de Pedro de Alcântara. Olha que bonito:
 
"A dor da paixão / Não tem explicação!
Como definir  /  O que só sei sentir!
É mister sofrer /  Para se saber
O que no peito / O coração não quer dizer."
  
Vicente Celestino
 
 
 
 ONTEM AO LUAR  II   -   MARISA MONTE
 
Marisa Monte (Rio de Janeiro, 1°/07/67), nesta canção, consegue
 manter a dramaticidade do cantor, ao mesmo tempo em que
atualiza. Essa versão ficou incrível!
 
Marisa Monte
 
 
 
LUAR DO SERTÃO I - VICENTE CELESTINO
 
Linda canção composta por Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco.
Foi gravada por Celestino em 1952, e lançada em 1953.
 
 
 
 
Vicente Celestino
 
 
LUAR DO SERTÃO II - MARLENE DIETRICH
 
Marie Magdalene Dietrich (Berlim, 27/12/1901), iniciou a carreira
como atriz de teatro aos 23 anos de idade, mas foi a partir do filme
"O Anjo Azul", de 1930 que se tornaria a grande estrela que foi.
Fez uma brilhante carreira em Hollywood e a partir de 1951 começa a se
apresentar como cantora em Las Vegas. Esteve no Brasil em 1959, e se
apresentou no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Esta canção
fez parte do álbum "Dietrich in Rio".    
 
 
 
 
 Marlene Dietrich
 
 
 Vicente Celestino é o pai da música brega, segundo Tárik de Souza.
Com suas músicas de romantismo exacerbado, com suas letras
dramáticas e interpretação exagerada, foi um precursor do bolero e do
samba-canção, estilos considerados por muitos de gosto duvidoso.
Brega ou não foi sem dúvida uma das maiores vozes da música brasileira.
Morreu em 1968, quando se preparava para ir a um show, em sua
homenagem, de Caetano e Gil, que iniciavam uma revolução na música brasileira.
 Nada mais simbólico. Caetano não gravou Coração Materno numa atitude
irônica, como muitos acreditam, mas sim de uma forma que reconhecia esse
tipo de música como peça fundamental na construção de uma nova
musicalidade, ou pelo menos de um novo olhar sobre a música
brasileira. Um olhar "antropofágico" que não fazia distinção entre erudito
e popular, e que buscava nossa mais verdadeira identidade.
"Vocês não estão entendendo nada"?!
Espero que sim!
 
 
 
Abraços cafônicos!
 
 
Kid Cafona
 
 
 
 
 
 
 
Postado em 24 de fevereiro de 2013.
 
 
 
 
 
 
  Fonte: Dicionário Cravo Alvin da Música Popular Brasileira
www. dicionariompb.com.br 
 
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sábado, 1 de setembro de 2012

13 - RITA LEE - ROBERTO CARLOS - ERASMO CARLOS - CAETANO VELOSO




1° de setembro de 2012.
Rita Lee

 
Rita Lee e Roberto Carlos

 
Rita Lee e Erasmo Carlos

 
Rita Lee e Caetano Veloso



 
RITA LEE E OS  FLERTES DA  TROPICÁLIA COM A  JOVEM GUARDA
 
 

 
 E a Jovem Guarda, "rrrealllmente", ainda dá pano pra manga. Aqui neste
blog já apareceu algumas vezes, e ainda aparecerá muitas outras.
A música pop dos anos 60 no Brasil, na época chamada apenas de rock,
ou de iê-iê-iê (um aportuguesamento do yeah yeah yeah, do baking vocal
dos Beatles), como toda música pop, com o passar dos anos, ficou ...
"cafona". Para os mais jovens, Jovem Guarda é aquele momento do baile
de formatura em que os tiozinhos "enlouquecem" na pista de dança. Mas
essa música nunca deixou de ser matéria prima para outros artistas, como
a cantora Rita Lee, que nos anos 60 fazia parte de outro movimento, a
Tropicália, mas que nos anos 70 radicalizou sua verve rock and roll
(com o grupo Tutti Frutti), ao contrário da maioria dos integrantes da Jovem
Guarda, que seguiram a linha romântica, e logo passaram a ser vistos como
"cafonas", e posteriormente como "bregas".
A própria Rita, com o advento do Rock anos 80 no Brasil, acabou entrando, quem
diria, na categoria "ultrapassada". Mas Rita, apesar de vir de outro movimento,
sempre prestigiou a Jovem Guarda, e neste post vamos mostrar alguns momentos
dessa aproximação, com Roberto, Erasmo, e inclusive com uma participação de
Caetano Veloso (sempre ele, como eu sempre digo).
 
 
 

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SPLISH SPLASH - RITA LEE
(comp: Bobby Darin-versão: Erasmo Carlos). 
 
Pra começar, vamos ver Rita Lee interpretando uma música do capixaba
Roberto Carlos, gravada pelo rei em 1963 no álbum intitulado com o mesmo
nome da música.
O vídeo de Rita Lee, com o grupo Tutti Frutti, foi gravado durante o Hollywood Rock
de 1975. Rita explode em sensualidade. Recém saída dos Mutantes, que seguiram
o Rock Progressivo, Rita investe no Glam Rock, ou Glitter.
Se a Inglaterra tinha os Beatles, nós tivemos os Mutantes, e se lá eles tinham
David Bowie, aqui nós tivemos, e habemus Rita Lee. Amém!
 
  
 Rita Lee
 
 
 
 
MINHA FAMA DE MAU - RITA LEE
(comp: Erasmo Carlos/ Roberto Carlos).
 
Rita Lee Jones nasceu em 31 de dezembro de 1943, em São Paulo. Em 1967
gravou seu primeiro álbum com os Mutantes, banda que ficaria até o início dos
anos 70, quando passou a se apresentar com o Tutti-Frutti.
Se, para a paulistana Rita, o carioca Erasmo é o pai do Rock nacional, pra todo
mundo Rita é a rainha. Ela já disse que não gosta do epíteto; acha-o "cafona"(!!!). 
Adorei! E aqui a rainha interpreta um clássico do pai do "menino", e aproveita a ocasião
para lisonjear o "bandidão", que no jargão dela deve ser o mais alto elogio emanado
por sua "cafona" majestade. 
 
 
 

 
Rita Lee
 
 
 
MINHA FAMA DE MAU (2) - ERASMO CARLOS 
(comp: Erasmo Carlos/Roberto Carlos).
 
Rita Lee gravou esta música com Erasmo em um disco do "mestre" somente
com duetos, "Erasmo Carlos Convida", de 1980.
Originalmente foi gravada por Erasmo no disco "A Pescaria", de 1965.
E recentemente o Tremendão escreveu um livro de memórias com esse
mesmo título. Aqui o "bandidão" Erasmo interpreta a canção com "Os Trapalhões".
Divirtam-se!



Erasmo Carlos
 
 
 
 
É PROIBIDO FUMAR - RITA LEE
(comp: Roberto Carlos/Erasmo Carlos).
 
Música gravada pelo Rei Roberto em 1964, no álbum "É Proibido Fumar".
Em 1977 Rita gravou esta música no álbum "Refestança", que foi o registro
de um show em que ela dividia o palco com o baiano Gilberto Gil. O disco
é maravilhoso, e Rita, que se encontrava no auge de sua fase roqueira,
volta um pouco às suas origens tropicalistas. 
 
 
 
Rita Lee
 
 
 
 
EU SOU TERRÍVEL - RITA E CAETANO
(comp: Roberto Carlos/Erasmo Carlos).
 
É claro que o também baiano Caetano Veloso não poderia faltar por aqui, e
em grande estilo. O encontro aconteceu em um show de Rita Lee, em 2000.
A música foi gravada originalmente em 1967, por Roberto Carlos,
no disco "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura".
 



 
 

Rita Lee e Caetano Veloso
 
 
 
 
MEDLEY -  RITA LEE E ROBERTO CARLOS.
 
E no especial de Fim de Ano do Rei, em 2008, a rainha do Rock compareceu
com toda sua comitiva, e o encontro pode ser considerado um "clássico"
da música brasileira. Rita e Roberto intercalaram seus sucessos e o
resultado foi uma "brasa", mora? Além de representar a união de dois
grandes artistas, o encontro representa o encontro do cantor que é
campeão de vendas de discos no Brasil (com mais de 120 milhões de
discos vendidos) com a cantora campeã (com mais de 55 milhões),
segundo o site Globo.com, revelando uma lista de apuração
da ABPD. Segunda esta lista Rita fica atrás apenas do próprio Roberto,
de Tonico e Tinoco e de Nelson Gonçalves. Confiram:
-a-artista-do-sexo-feminino-mais-bem-sucedida-no-brasil/
 
 
 
 
Rita Lee e Roberto Carlos

 
 
 
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E enfim chegamos ao final de mais uma postagem. Nesta que foi
uma verdadeira confraternização entre a Jovem Guarda e a Tropicália. 
Sempre houve uma preferência pela "turma do bom-gosto" em favor
da Tropicália, e essa turma sempre torceu o nariz para a música da Jovem
Guarda. Mas o mesmo não ocorre entre os artistas dos dois movimentos,
que nunca entraram nessa discussão e sempre se respeitaram. Também
Gal e Bethânia gravaram músicas de Roberto e Erasmo.
Entre Jovem Guarda e Tropicália há um diálogo que tem tudo a ver com o 
espírito do Cafonália.

Bom, tá tudo muito bom, mas... quem vai querer a melancia da Rita Lee e
o pepino do Roberto Carlos?
Alô, Alô ...

Abraços cafônicos!


Kid Cafona



Postado em 1º de setembro de 2012.
 
  
 
 
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domingo, 13 de maio de 2012

07 - ODAIR JOSÉ - CAETANO VELOSO


Caetano Veloso e Odair José


Odair José



Uma das figuras mais instigantes da música brega nacional é Odair José. Nacido em 1948 em Morrinhos, Goiás, aos 15 anos já se apresentava nas boates do Rio de Janeiro. Foi casado com a cantora Diana, com quem teve uma filha. Já no início dos anos 70 (a já comentada década de ouro da música brega) grava sua primeira canção "Minhas Coisas", incluída no Disco "As 14 mais", que dividiu com vários outros cantores; entre eles Roberto Carlos, Wanderléa, Reginaldo Rossi e Jerry Adriani. Ainda em 1970 grava seu primeiro disco solo, chamado apenas "Odair José", com composições de Raul Seixas, Diana, Rossini Pinto, entre outros. Odair foi talvez o cantor mais famoso da geração "Brega 70". O Rei não conta, porque é o Rei; está acima dessas classificações reducionistas. Ao contrário de Roberto, Odair José recebeu epítetos um pouco menos vistosos, como "O terror das empregadas", "O cantor da pílula", mas também já foi chamado de "Bob Dylan brasileiro". Com um pé no rock cafona e outro na música romântica, o cantor conseguiu identificação imediata com  o público popular e bateu recordes de vendas de discos no país. Hoje vive um momento de pleno prestígio e, quem diria, recebe homenagens de vários cantores da "cultura pop". Já foi regravado e já subiu nos palcos de vários moderninhos. E estar perto de Odair José hoje é "super cool". Portanto, os "antenados de plantão" estão apenas seguindo a moda. Todo mundo de olho na boutique do Odair. Ousado (e antenado) mesmo foi Caetano Veloso, que prestigiou o artista desde o início. Esse é o cara! Aliás, os dois cantores deste post são "Os Caras".   
 
 
 
 
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EU VOU TIRAR VOCÊ DESTE LUGAR  foi o primeiro grande sucesso de Odair José, gravado em 1972. E até hoje é sua música mais lembrada. Foi a música mais tocada do ano e o álbum - "Assim sou eu" - o mais vendido. O público "de bom gosto" da época torceu o nariz para a canção que falava de um homem que se apaixonou por uma mulher da vida e que queria tirá-la do bordel. O povão adorou!!



Odair José



PARE DE TOMAR A PÍLULA (UMA VIDA SÓ) fez parte do álbum lançado em 1973. Este disco foi um sucesso avassalador, emplacando 8 das 12 músicas nas rádios AM. Segundo o site do artista, foi o disco mais executado e mais vendido do ano em todo o país. Essa música chegou a ser censurada pelo governo do regime militar por supostamente atrapalhar a campanha de redução da natalidade. Somente na década de 70 o cantor gravou 11 álbuns. Aqui Odair José interpreta a música "Pare de Tomar a Pílula" ao vivo, no Rio de Janeiro.



Odair José



CADÊ VOCÊ também fez parte do álbum de 1973 e também é até hoje uma de suas músicas mais lembradas. No início da carreira, segundo a wikipedia, Odair José teve influências da música caipira norte-americana, do country de raíz de Hank Williams e Johnny Cash. Vindo daí o epíteto de "Bob Dylan brasileiro". Mas apenas em 1978, segundo alguns, faria um disco mais próximo do rock, "O filho de José e Maria", chamado em seu site de ópera popular.  



Odair José




DEIXA ESSA VERGONHA DE LADO - E agora Odair José cantando o famoso "hino das empregadas domésticas", que é como essa canção se tornou conhecida. Talvez tenha sido essa música que tenha dado ao cantor a alcunha de "terror das empregadas". A própria música brega acabou sendo chamada pelos venenosos "guardiões do bom gosto" de ... música de empregada doméstica!


Odair José


EU VOU TIRAR VOCÊ DESSE LUGAR 2 - E finalmente vamos receber nosso convidado de honra, Caetano Veloso, cantando com Odair José. Como Caetano, assim como Marisa Monte, tem o toque de Midas, o que já era bom ficou ainda melhor. Caetano cantava Odair José em seus shows e era simplesmente vaiado, despertando a ira do público chic, mas até hoje o cantor baiano enfrenta heroicamente a caretice do gosto dominante, sem se intimidar. Uma sugestão aos chics iniciantes neste tipo de música: Limpem seus ouvidos com cotonete e água Perrier  para receber essa jóia em forma de música.



Caetano Veloso e Odair José
 
 
 
 
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Finalizando este post, receberemos o super-produtor brasileiro Nelson Motta, falando sobre o livro "Eu não sou cachorro não", que fala sobre a importancia da música brega para a música brasileira.







Espero que tenham gostado. Mais adiante teremos outras postagens com Odair José e Caetano Veloso. Até a próxima!




Postado em 13 de maio de 2012.
 
 
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