"Eu estou aqui para confundir, e não para explicar!" (Chacrinha)
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domingo, 18 de novembro de 2012

16 - ALMA DE GATO - LENO - CÉSAR SAMPAIO - ODAIR JOSÉ - EDUARDO DUSEK


18 de novembro de 2012.

Alma de Gato

Leno


 

César Sampaio
 
Odair José




Eduardo Dusek


MÚSICA BREGA NO MATO GROSSO
 
 

Do extremo sul do Brasil, onde visitamos o Rio Grande do Gaúcho da Fronteira, vamos agora para o centro-oeste do país, mais especificamente para o Mato Grosso, conhecer e ouvir os talentosos rapazes do grupo vocal  ALMA DE GATO. O grupo se formou em 2004 em Cuiabá, e desde então nunca mais parou, sempre cantando à capela e sempre de forma irreverente.  Também veremos alguns cantores sensacionais, e bregas! Com muito orgulho. Todos eles homenageados pelo grupo mato-grossense, no ultimo video deste post. 



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ALMA DE GATO CANTA FERNANDO MENDES

Para começar, vamos ver um vídeo dos cuiabanos do Alma de Gato interpretando num pot-pourri músicas do nosso príncipe da musica brega: o excelente FERNANDO MENDES. Para quem quiser matar saudades do cantor mineiro, confira neste blog uma postagem com suas principais canções: http://cafonalia.blogspot.com.br/2012/03/02-fernando-mendes.html.
O pot-pourri ainda termina com José Augusto
 
 
Alma de Gato
 
 
LENO - "A POBREZA"
 

Gileno Osório Wanderley de Azevedo, ou simplesmente Leno, nasceu em Natal-RN, em 1949, e  é um decano da Jovem Guarda. Formou nos anos 60 uma dupla com sua irmã: Lilian e Leno. Nos anos 70 e 80 os dois mantiveram carreira solo, mas frequentemente resgatavam a parceria.  "A Pobreza" é um dos grandes clássicos do repertório brega que surgiu no período final da Jovem Guarda e que se consagrou nos anos 70. O dramalhão do "rapaz pobre" é de fazer chorar...
 
 

Leno
 
 
CÉSAR SAMPAIO - "SECRETÁRIA DA BEIRA DO CAIS".
 
César Sampaio nasceu no Rio de Janeiro, e sua música "Secretária da beira do cais", de 1975, se insere , sem dúvida, entre os maiores clássicos da geração brega 70. O cantor ainda fez sucesso na América Latina, ganhando vários discos de ouro aqui e no exterior. Esta canção é sobre uma garota de programa que vai visitar a família e que "num instante se torna a 'mocinha do interior', num alguém com a 'pureza' de quem nunca teve um amor". Ela ainda conta ao pai que "é muito feliz na vida que traz, e que trabalha como 'secretária' da beira do cais". A fina ironia da música brega... 
 
 
 
César Sampaio
 
 
ODAIR JOSÉ - "PÍLULA" E "DEIXE ESSA VERGONHA DE LADO".
 
O goiano Odair José talvez seja o principal nome da música brega, ou pelo menos o que mais "levou a fama" do estilo. Sua música mais famosa, conhecida pelo refrão "Pare de tomar a pílula", foi batizada originalmente de "Uma vida só". E "Deixe essa vergonha de lado" também é conhecida como o "Hino das empregadas domésticas". Odair já ganhou uma postagem neste blog e vocês podem conferir aqui: 
 
 
 
Odair José
 
 
EDUARDO DUSEK - "BREGA-CHIQUE". 
 
Nascido no Rio de Janeiro em 1957, Eduardo Dusek iniciou sua carreira em meados dos anos 70 como pianista e compositor, e no final da década já tinha várias composições suas gravadas por grandes nomes da MPB. O sucesso veio no início dos anos 80, quando cantou músicas escrachadas como o "Rock da cachorra" e "Brega-chique", mais conhecida como "Doméstica". Aliás, esta música é de interesse total deste blog, a começar pelo título.  
 
Eduardo Dusek
 
 
ALMA DE GATO - "POT-POURRI BREGA". 
 
E por último, vamos rever o ótimo ALMA DE GATO, com outro pot-pourri, utilizando canções já mostradas nesta postagem: "A pobreza" de Leno, "Secretária da beira do cais" de  César Sampaio, "Deixe essa vergonha de lado" de Odair José e "Brega-chique" de Eduardo Dusek.
 
 
Alma de Gato
 
 
 
 
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O ALMA DE GATO é um grupo que foi "ungido" pelo bom gosto nacional em 2011, quando conquistou o 1° lugar no I Concurso Nacional de Arranjos Vocais, que aconteceu no Rio de Janeiro. Só para se ter a importância do evento, o júri era formado por cantores dos mais importantes grupos musicais de MPB, como Magro Waghabi (MPB4), Zé Renato (Boca Livre), Paulinho Malaguti Pauleira (Céu da Boca), Monica Thiele (Vésper Vocal), Marcelo Caldi, André Protasio e Crismarie Hackenberg (BR6) e Regina Lucatto (Garganta Profunda). Nem por isso, o grupo deixa de lado os compositores bregas para seguir os medalhões da MPB. Já fizeram show com músicas de Chico Buarque, mas este ano, por exemplo, fazem um show apenas com músicas de Roberto Carlos. Com isso, o grupo mostra que o repertório brega pode estar lado a lado com o repertório chic de MPB.
 
Como se vê, o Brasil, de cabo a rabo, vem caindo de quatro pela música brega, do Arroio ao Chuí, da Bahia ao Mato Grosso. Talvez não esteja longe o dia em que chic mesmo no Brasil será o brega. Quem viver verá!!!
 
Saudações Cafônicas!
 
 
Kid Cafona.
 
 
 
 
Postado em 18 de novembro de 2012.
 
 
  
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quarta-feira, 21 de março de 2012

02 - FERNANDO MENDES - CAETANO VELOSO


Fernando Mendes e Chacrinha

Caetano Veloso




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Pra começar, a primeira canção só poderia ser CADEIRA DE RODAS, de 1975, uma música de valor sentimental muito grande pra mim, do grande Fernando Mendes, "o príncipe da música brega brasileira". O Rei, todo mundo sabe quem é...
Pra mim, a genuína música brega brasileira foi aquela produzida na década de 70. A década de ouro da música brega. Por muitos também conhecida como "música romântica". Os maiores clássicos do cancioneiro brega nacional é dessa época.
Prestem atenção na interpretação sincera do príncipe:


Fernando Mendes



"No final de 1972 entrava no cenário musical o cantor mineiro Fernando Mendes.
A DESCONHECIDA, gravada recentemente pelo cantor Leonardo, foi a canção que projetou o cantor em todo território nacional. Lançada em compacto simples, subiu rapidamente às paradas de sucesso, e com força total! 
Sua primeira apresentação na TV foi no programa do Chacrinha, e a partir daí o jovem Fernando Mendes não parou mais; seguiu a carreira musical interpretando suas próprias canções, que fazem sucesso não só no Brasil, mas em muitos países do mundo!"



Fernando Mendes


Em 1976 Fernando Mendes lança novo disco e um novo sucesso: SORTE TEM QUEM ACREDITA NELA. Reparem na semelhança com as músicas do rei, que, aliás, fez escola:



Fernando Mendes




E para os chics de plantão uma música que é impossível negar que conhecem, já que foi gravada anos depois por um bambambã lá de cima. Portanto, não precisam ficar com vergonha de dizer que conhecem: VOCÊ NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECER, de 1979:




Fernando Mendes


E para finalizar a seleção de hoje, um cantor de fina estampa, para agradar os "ouvidos refinados"; aliás, esse cara já entendeu há muito tempo que a música brega é biscoito fino, e, para calafrio de muita gente, já gravou de Roberto Carlos a Odair José. Com vocês, Caetano Veloso e VOCÊ NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECER, gravada para o filme "Lisbela e o Prisioneiro", de 2003, com direção de Guel Arraes: 






 
Caetano Veloso

 
 
 
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FRASES:

"Muita gente me acusa de falta de critérios quando defendo esse ou aquele tipo de música, de defender o vale-tudo. Mas o que eu busco é complexificar os critérios críticos. Era essa complexidade que eu buscava em todas as vezes que provoquei o bom gosto dominante, de Vicente Celestino ao Tapinha" (C. Veloso). (*) 

"Mais do que um projeto musical, é um projeto de vida quebrar, à minha maneira, a estrutura social e econômica do Brasil. Gravar esses compositores sempre foi para mim uma forma de gritar contra o apartheid social brasileiro" (C. Veloso). (*)  

"O encontro dos dois compositores, de igual para igual, parece traduzir o ideal estético do tropicalista Caetano Veloso, que tornou respeitável ao público culto artistas antes desprezados como Vicente Celestino, Odair José, Peninha, o funk "Um tapinha não dói" e até Roberto Carlos" (Hugo Sukman) (*)

(*) FRASES EXTRAÍDAS DO JORNAL O GLOBO DE 29 DE JUNHO DE 2003



 
 
Postado em 20 de março de 2012.
 
 
 
 
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