"Eu estou aqui para confundir, e não para explicar!" (Chacrinha)
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sábado, 1 de setembro de 2012

13 - RITA LEE - ROBERTO CARLOS - ERASMO CARLOS - CAETANO VELOSO




1° de setembro de 2012.
Rita Lee

 
Rita Lee e Roberto Carlos

 
Rita Lee e Erasmo Carlos

 
Rita Lee e Caetano Veloso



 
RITA LEE E OS  FLERTES DA  TROPICÁLIA COM A  JOVEM GUARDA
 
 

 
 E a Jovem Guarda, "rrrealllmente", ainda dá pano pra manga. Aqui neste
blog já apareceu algumas vezes, e ainda aparecerá muitas outras.
A música pop dos anos 60 no Brasil, na época chamada apenas de rock,
ou de iê-iê-iê (um aportuguesamento do yeah yeah yeah, do baking vocal
dos Beatles), como toda música pop, com o passar dos anos, ficou ...
"cafona". Para os mais jovens, Jovem Guarda é aquele momento do baile
de formatura em que os tiozinhos "enlouquecem" na pista de dança. Mas
essa música nunca deixou de ser matéria prima para outros artistas, como
a cantora Rita Lee, que nos anos 60 fazia parte de outro movimento, a
Tropicália, mas que nos anos 70 radicalizou sua verve rock and roll
(com o grupo Tutti Frutti), ao contrário da maioria dos integrantes da Jovem
Guarda, que seguiram a linha romântica, e logo passaram a ser vistos como
"cafonas", e posteriormente como "bregas".
A própria Rita, com o advento do Rock anos 80 no Brasil, acabou entrando, quem
diria, na categoria "ultrapassada". Mas Rita, apesar de vir de outro movimento,
sempre prestigiou a Jovem Guarda, e neste post vamos mostrar alguns momentos
dessa aproximação, com Roberto, Erasmo, e inclusive com uma participação de
Caetano Veloso (sempre ele, como eu sempre digo).
 
 
 

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SPLISH SPLASH - RITA LEE
(comp: Bobby Darin-versão: Erasmo Carlos). 
 
Pra começar, vamos ver Rita Lee interpretando uma música do capixaba
Roberto Carlos, gravada pelo rei em 1963 no álbum intitulado com o mesmo
nome da música.
O vídeo de Rita Lee, com o grupo Tutti Frutti, foi gravado durante o Hollywood Rock
de 1975. Rita explode em sensualidade. Recém saída dos Mutantes, que seguiram
o Rock Progressivo, Rita investe no Glam Rock, ou Glitter.
Se a Inglaterra tinha os Beatles, nós tivemos os Mutantes, e se lá eles tinham
David Bowie, aqui nós tivemos, e habemus Rita Lee. Amém!
 
  
 Rita Lee
 
 
 
 
MINHA FAMA DE MAU - RITA LEE
(comp: Erasmo Carlos/ Roberto Carlos).
 
Rita Lee Jones nasceu em 31 de dezembro de 1943, em São Paulo. Em 1967
gravou seu primeiro álbum com os Mutantes, banda que ficaria até o início dos
anos 70, quando passou a se apresentar com o Tutti-Frutti.
Se, para a paulistana Rita, o carioca Erasmo é o pai do Rock nacional, pra todo
mundo Rita é a rainha. Ela já disse que não gosta do epíteto; acha-o "cafona"(!!!). 
Adorei! E aqui a rainha interpreta um clássico do pai do "menino", e aproveita a ocasião
para lisonjear o "bandidão", que no jargão dela deve ser o mais alto elogio emanado
por sua "cafona" majestade. 
 
 
 

 
Rita Lee
 
 
 
MINHA FAMA DE MAU (2) - ERASMO CARLOS 
(comp: Erasmo Carlos/Roberto Carlos).
 
Rita Lee gravou esta música com Erasmo em um disco do "mestre" somente
com duetos, "Erasmo Carlos Convida", de 1980.
Originalmente foi gravada por Erasmo no disco "A Pescaria", de 1965.
E recentemente o Tremendão escreveu um livro de memórias com esse
mesmo título. Aqui o "bandidão" Erasmo interpreta a canção com "Os Trapalhões".
Divirtam-se!



Erasmo Carlos
 
 
 
 
É PROIBIDO FUMAR - RITA LEE
(comp: Roberto Carlos/Erasmo Carlos).
 
Música gravada pelo Rei Roberto em 1964, no álbum "É Proibido Fumar".
Em 1977 Rita gravou esta música no álbum "Refestança", que foi o registro
de um show em que ela dividia o palco com o baiano Gilberto Gil. O disco
é maravilhoso, e Rita, que se encontrava no auge de sua fase roqueira,
volta um pouco às suas origens tropicalistas. 
 
 
 
Rita Lee
 
 
 
 
EU SOU TERRÍVEL - RITA E CAETANO
(comp: Roberto Carlos/Erasmo Carlos).
 
É claro que o também baiano Caetano Veloso não poderia faltar por aqui, e
em grande estilo. O encontro aconteceu em um show de Rita Lee, em 2000.
A música foi gravada originalmente em 1967, por Roberto Carlos,
no disco "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura".
 



 
 

Rita Lee e Caetano Veloso
 
 
 
 
MEDLEY -  RITA LEE E ROBERTO CARLOS.
 
E no especial de Fim de Ano do Rei, em 2008, a rainha do Rock compareceu
com toda sua comitiva, e o encontro pode ser considerado um "clássico"
da música brasileira. Rita e Roberto intercalaram seus sucessos e o
resultado foi uma "brasa", mora? Além de representar a união de dois
grandes artistas, o encontro representa o encontro do cantor que é
campeão de vendas de discos no Brasil (com mais de 120 milhões de
discos vendidos) com a cantora campeã (com mais de 55 milhões),
segundo o site Globo.com, revelando uma lista de apuração
da ABPD. Segunda esta lista Rita fica atrás apenas do próprio Roberto,
de Tonico e Tinoco e de Nelson Gonçalves. Confiram:
-a-artista-do-sexo-feminino-mais-bem-sucedida-no-brasil/
 
 
 
 
Rita Lee e Roberto Carlos

 
 
 
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E enfim chegamos ao final de mais uma postagem. Nesta que foi
uma verdadeira confraternização entre a Jovem Guarda e a Tropicália. 
Sempre houve uma preferência pela "turma do bom-gosto" em favor
da Tropicália, e essa turma sempre torceu o nariz para a música da Jovem
Guarda. Mas o mesmo não ocorre entre os artistas dos dois movimentos,
que nunca entraram nessa discussão e sempre se respeitaram. Também
Gal e Bethânia gravaram músicas de Roberto e Erasmo.
Entre Jovem Guarda e Tropicália há um diálogo que tem tudo a ver com o 
espírito do Cafonália.

Bom, tá tudo muito bom, mas... quem vai querer a melancia da Rita Lee e
o pepino do Roberto Carlos?
Alô, Alô ...

Abraços cafônicos!


Kid Cafona



Postado em 1º de setembro de 2012.
 
  
 
 
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domingo, 29 de abril de 2012

06 - MARISA MONTE - ROBERTO CARLOS



Marisa Monte


Roberto Carlos


Calma, Calma!! Antes que vocês perguntem "que diabos a Marisa Monte tá fazendo neste blog?", eu explico (pra confundir). A cantora chiquérrima tá aqui em missão de paz. Ela simplesmente foi cooptada para nos ajudar na nossa nobre missão de evangelização. Ela é chic (ninguém é perfeito!), mas tem coração de brega. A diva é amiga do Rei, e sua fã incondicional. Logo, pra bagunçar o coreto, eles aparecem juntos na mesma postagem deste blog, misturando brega e chic na mesma panela. E pra mostrar que não sou preconceituoso, também dou chance neste blog para os "ungidos" pelo bom-gosto nacional. Marisa Monte, com toda essa aura de cantora cult, é uma ponte para conquistarmos novos adeptos entre o público blasé. E assim ... dominarmos o mundo. Todas as músicas deste post foram gravadas por Roberto nos anos 60, e ganharam novas versões de Marisa desde que ela apareceu no cenário da música nacional. 


 
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E pra começar, vamos ouvir a carioca MARISA MONTE cantando EU TE AMO, TE AMO, TE AMO, composição de Roberto e Erasmo, do disco O Inimitável, de Roberto Carlos, do ano de 1968:


Marisa Monte




Marisa também cantou em seus shows VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM, gravada pelo Rei em seu disco Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de 1967; uma composição de Renato Barros.
A mensagem no início do vídeo é do autor da postagem no YouTube, que não sou eu. Mas agradeço por compartilhar. 



Marisa Monte


Vamos então receber Sua Majestade o Rei ROBERTO CARLOS, com a música NÃO QUERO VER VOCÊ TRISTE, de Roberto e Erasmo, em um vídeo de 1966. A música foi lançada no disco Roberto Carlos Canta para a Juventude, de 1965. Mesmo ano do lançamento do programa Jovem Guarda, que deu nome ao movimento.


Roberto Carlos


E agora a Diva cantando a mesma música, NÃO QUERO VER VOCÊ TRISTE, acompanhada pelo Tremendão Erasmo Carlos. Obviamente o vídeo, pinçado no YouTube, não é original da música. Os créditos do "clip reciclado" estão no próprio vídeo. Não há nenhum vídeoclip original ou gravação ao vivo desse encontro disponível no YouTube. Esta versão possui letra cantada, e não apenas falada, como a que foi gravada por Roberto em 1965.



Marisa Monte e Erasmo Carlos




Marisa Monte gravou em seu primeiro disco, em 1989, o NEGRO GATO, uma versão do inglês feita por Getúlio Cortes; gravada primeiro por Renato e seus Blue Caps, em 1965, e posteriormente  por Roberto Carlos, em 1966; um de seus grandes sucessos.




Marisa Monte

 
 
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E por último o grande encontro dos dois astros, ocorrido em dezembro de 2006, no tradicional Especial de fim de ano do Rei:


Roberto Carlos e Marisa Monte




Postado em 28 de abril de 2012.
 
 
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

04 - ROBERTO CARLOS - ERASMO- WANDERLÉA - TITÃS


Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Carlos 


A SANTÍSSIMA TRINDADE DA JOVEM GUARDA


O pop de hoje é o cafona de amanhã."Bokomoko" era a gíria para brega, usada pela Jovem Guarda, para se referir à música dos mais velhos, mas ela própria acabou tomando do próprio veneno com o passar do tempo. No início dos anos 60, muitos jovens brasileiros foram influenciados pelo rock americano dos anos 50 e 60, por Cely Campelo no Brasil e pelos Beatles, que lançaram seu primeiro disco em 1962. Em 1965, um programa da TV Record, intitulado JOVEM GUARDA acabou por batizar o movimento. O programa era capitaneado pelo capixaba Roberto Carlos, pelo carioca Erasmo Carlos e pela mineira Wanderléa. Era a santíssima trindade da jovem guarda, que liderava muitos outros músicos. O estilo musical passou a  ser chamado de iê-iê-iê. Roberto, Erasmo e Wanderléa se tornaram popstars e a música agradava até os mais velhos, com suas canções ingênuas e fofas (para usar um jargão de hoje). As críticas negativas os chamam de alienados e fantoches do american way of life do pós-guerra, ao propagar um mundo de modas e "carangas" (carros). o filão do mercado jovem  havia sido recém descoberto e a indústria se voltava para esse nicho. Há ainda a questão da ditadura instaurada em 1964, que não encontrou resistência nesse grupo, além de se beneficiar da suposta alienação juvenil.


Roberto Carlos
Erasmo e Wanderléa

A favor da Jovem Guarda, podemos dizer que até a chic bossa nova também foi chamada de alienada e de até ter algumas canções ingênuas também, como por exemplo "O pato".
E quem disse que música e arte tem de ser políticas? Há quem diga que é melhor que não seja. O fato é que a Jovem Guarda marcou época e deixou marcas em nossa música.

Muitos cantores interpretavam versões de músicas estrangeiras. Mas não foi o caso dos compositores Roberto e Erasmo, que definiam a novíssima música pop brasileira, e até hoje influenciam nossa música, como veremos em postagens posteriores. Aliás, eles ainda vão aparecer muito por aqui. Para nossa alegria, a maioria dos cantores da Jovem Guarda adentram os anos 70 radicalizando o lado romântico, ou cafona, influenciando outros artistas e delineando nossa querida música brega. Vamos então receber nossos três heróis, um a um. 



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ROBERTO CARLOS:


Ele é até hoje chamado simplesmente de "o Rei", ou "Rei Roberto", como o chama Chico Buarque na canção "Para Todos". O epíteto tanto remete ao inegável prestígio quanto à disfarçada ironia. Nos anos 70 Roberto assume de vez o lado romântico, ou mais sério, por influência do empresário Marcos Lázaro, e se torna ainda mais popular. Vira quase uma lenda. Ele tanto agrada um público mais amplo quanto medalhões da MPB, que estão sempre regravando suas canções ou aparecendo em seus especiais de fim de ano na Globo. Agora vamos ver um vídeo da música QUANDO, composição do próprio Roberto, extraído do filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", de 1967. Com vocês... o meu amigo... Roberto Carlos:


Roberto Carlos


ERASMO CARLOS:

Ele era o "Tremendão", e segundo a cantora Rita Lee, o mais roqueiro do movimento. Sua parceria com Roberto é uma das mais profícuas da música brasileira. Era fã incondicional de Elvis e chegava até mesmo a se vestir como seu ídolo. Vamos então ver um vídeo de uma apresentação de1967, com a música CADERNINHO, de Olmir Stocker, com Erasmo Carlos acompanhado pelos Wandecos, a banda de Wanderléa.


Erasmo Carlos



WANDERLÉA:

A "Ternurinha" foi, segundo ela própria numa entrevista dos anos 90, a Xuxa dos anos 60. Tão famosa quanto a rainha dos baixinhos nos bons tempos. O que vestia num dia no programa da Jovem Guarda, era no dia seguinte imitado por milhares de garotas brasileiras. Também, com tanta ternura, ficava difícil resistir. Aliás, esse apelido veio do nome desta música, TERNURA, uma versão de Somehow it got to be tomorrow (a maioria das músicas que gravava eram versões de músicas estrangeiras). Vamos ver então um vídeo da musa da Jovem Guarda, extraído do filme "Juventude e Ternura", também de 1967:




Wanderléa



ROBERTO, ERASMO E WANDERLÉA:

Veremos agora um vídeo extraído do filme "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa", de 1969, dirigido por Roberto Farias. Os três amigos interpretam a canção É PRECISO SABER VIVER. Composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. 





Roberto, Erasmo e Wanderléa
 
 
 
 
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TITÃS:

E para finalizar, a Banda TITÃS interpreta a mesma música, É PRECISO SABER VIVER.
Os Titãs iniciaram a carreira de sucesso nos anos 80, se auto-denominando "Os Titãs do iê-iê-iê", e tinham uma sonoridade mais pop. Mais tarde fariam um rock mais pesado, mas nunca negaram as antigas referências.



 
Titãs



Postado em 03/04/2012.
 
 
 
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